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12/08/2013

Três ferramentas para a gestão eficaz de empresas familiares

Pequenas providências podem fazer bem à sua saúde das empresas e de seus herdeiros

Qualquer empresa familiar precisa evoluir em seus métodos administrativos. Caso isso não ocorra, ela corre o risco de ficar para trás e perder sua competitividade.

Eu não conheço outro caminho para se manter o respeito aos códigos de conduta do negócio senão o da transparência e das regras claras.

Há três ferramentas que podem ajudar muito o relacionamento familiar e estabelecer mecanismos de administração adequados à modernidade.

A primeira ferramenta é um escritório que funcione como centro de apoio administrativo aos membros da família. Talvez você pense: “Pra quê isso?” Para facilitar as tarefas burocráticas dos familiares com relação a outros investimentos individuais, como: locação, administração e venda de imóveis; carteira de ações e quotas; contabilidade individual ou geral etc.

O escritório da família serve também como base para discussão de assuntos de interesse comum a todos a fim de evitar futuros conflitos de opinião. Ele será o centro, o ponto focal da comunicação da família.

A segunda ferramenta que auxilia demais a gestão da empresa familiar é o estabelecimento de um Conselho de Administração. O que vem a ser? É uma entidade cujos membros não participam da gestão do dia a dia da empresa. Eles se juntam a outros profissionais da comunidade de negócios – convidados ou contratados para isso – e perseguem objetivos bem definidos.

O Conselho de Administração é o que toma decisões importantes, como: fusões e aquisições, compra e venda de ativos acima de determinados valores ou a contratação de novos executivos da alta administração. Ele é quem determina a política e as diretrizes gerais do negócio.

Na impossibilidade de ter ou manter um Conselho de Administração, entra em cena a terceira ferramenta: o Conselho de Família. Essa entidade tem como tarefa definir políticas de gestão do negócio com relação a salários, bônus e benefícios pagos tanto aos profissionais contratados, quanto aos familiares que atuam na empresa.

É o Conselho de Família que dita os critérios e formas de transferência de quotas e ou ações, critérios de votação nas decisões, define premiação por desempenho e a participação dos membros da família.

Tenho visto na prática que um Conselho de Família é um meio ótimo para a promoção da harmonia, porque permite a participação de todos, assim como a determinação, por consenso, das políticas mais importantes da empresa.

É isso! A verdade é que uma empresa familiar, hoje em dia, pode e deve se estruturar profissionalmente. É inteligente, sábio e adiciona valor ao negócio.

Aja nesta direção enquanto há tempo. Contrate uma consultoria de negócios e, mais importante, um bom advogado com especialidade societária. Isto fará bem à sua saúde e à dos seus herdeiros.

 

Fonte: Coluna de Abraham Shapiro / epoca.com

Link: http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2013/08/tres-ferramentas-para-gestao-eficaz-de-empresas-familiares.html